Gostar de alguém faz-nos "baixar a guarda" e ficam a descoberto as cicatrizes, os sinais, os detalhes. Tudo aquilo que queríamos esconder. E tu já me conheces. Conheces-me na ausência das palavras, na apatia das expressões, na fuga dos encontros. Já sabes que não estou bem mesmo que te diga o contrário. Sabes ler-me à distância. E gostar de ti faz com que isso aconteça, cada vez mais e com mais força. Também quero conhecer-te, saber ler-te à distância e poder dizer, com convicção e uma grande dose de verdade, que esconder sentimentos não funciona entre nós nem aquieta a nossa história...
31 outubro, 2012
30 outubro, 2012
Tenho pressa quando falo contigo. Como se quisesse contar tudo-junto. A ânsia de te fazer viver o meu dia atropela-me. Tu ouves pacientemente e decoras cada detalhe da conversa. Quando chego e não falo, tu estranhas. Quando chego e não ouves, eu estranho. Somos isto, tal e qual. Só me calo quando me beijas, e tu só falas quando eu chego devagarinho e fico amimada dentro do teu olhar. Os teus beijos sabem-me a casa. E hoje não quero dormir fora...
26 outubro, 2012
Às vezes preciso de ouvir o que não quero. Preciso de alguém que me diga que a vida é mais do que um conjunto imaculado de rotinas. Preciso de alguém que me ajude a quebrar a regras de vez em quando. De alguém que me abane e confirme se estou viva. Às vezes preciso que sejam duros comigo e me desafiem. Para não ter medo de arriscar. De arriscar gostar, fugir, beijar, esquecer, jantar fora, estar com amigos... às vezes preciso que chamem pelo meu nome. Que saibam quem sou. Às vezes preciso de ti. E tu estás lá, às vezes, sempre. Às vezes e sempre... Tens sido tudo o que eu preciso, sem tirar nem pôr.
16 outubro, 2012
É impossível não gostar de ti. Tens expressões que nunca vi, um olhar cheio de tudo e um sorriso invasivo. Tens tudo para me fazeres feliz. Mas também consigo olhar-te e ver-te fazer o mundo-inteiro-feliz. E é isso que me assusta. Porque o mundo-inteiro quer pessoas como tu. O mundo-inteiro quer ser feliz. Quer recadinhos pendurados na almofada, beijos no pescoço e o teu perfume nas mãos na viagem de regresso a casa. O mundo-inteiro quer pedaços de tempo contigo, daqueles que nem damos conta passar. E sentir o teu respirar no ouvido quando a porta do elevador se fecha e começa a descer. O mundo-inteiro quer "roubar-te" de mim e eu nunca quis tanto ser feliz, como quero contigo. E sim, é impossível não gostar de ti.
10 outubro, 2012
05 outubro, 2012
27 setembro, 2012
Não consigo acreditar que sejas real. Não consigo porque me sinto fraca, carente, apaixonada. E a culpa é tua. Fizeste tudo bem, sabes? E não tinhas esse direito. Pedi-te tanto para não despires o meu amor, para não beijares os meus pontos fracos, para não lançares o teu charme sabendo perfeitamente que eu não iria resistir. Pedi-te para não usares sempre o mesmo perfume para não me viciar. Pedi-te para não me abraçares com tudo o que de melhor tens, nem me dizeres que me desejas do lado esquerdo da tua cama quando te deitas. Tu fizeste tudo bem. E custa-me o mundo quando não te tenho. Esquece. Esquece tudo o que eu disse. Na verdade, eu pedi-te tudo isso. E agora descobri que és real (de tão real que és). E pior, descobri que te adoro e que já eras o mundo inteiro antes de mim.
26 setembro, 2012
É tudo tão rápido entre nós, que quando eu vejo já passou. Quanto estiver contigo, vou querer que o meu corpo respire prazer e que o teu não controle o desejo. Vou querer ser o teu fôlego, a tua ânsia. Vou querer provocar-te, tocar-te, sentir-te. Vou querer fazer amor contigo. E que nesse tempo, o tempo pare, espere, sue, grite e respire sem ar, até a noite acabar.
Às vezes bem te procuro mas a minha cama é imensa e tu nunca estás. É exatamente aí que me perco. E acabo sempre por sentir a tua falta no silêncio. E o silêncio, tal como a lembrança do teu cheiro, não me aquece durante a noite. Faz-me querer-te, com mais força. Com tudo o que somos. E quem me dera sentir-te da mesma forma, aqui e agora. Porque os melhores amigos ouvem o que nós não dizemos. E hoje, hoje não me apetece dizer nada.
14 setembro, 2012
Esta noite cantas para mim? Juro que fico caladinha a ouvir-te. Se te enganares na letra, eu não faço troça. Se não a souberes por inteiro, eu canto contigo. Juro que não fixo o olhar embevecido em ti, nem respiro contra o teu pescoço. E podes sorrir para mim que juro que não te roubo um beijo. Daqueles infinitos como nós. Continua a cantar, como se soubesses que a tua voz é a minha calma. Não te quero distrair, mas deixa-me dizer-te que eu não sei querer-te mais do que quero agora. E quando acabares de cantar, vem-te acostumar a mim, porque o teu som é igual ao meu.
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