26 fevereiro, 2011

,porque eu acalmo a pressão quando estou a escrever. E nada mais me importa, mesmo que finjas sentir em cada sabor o prazer perdido. Não, não está tudo bem. E eu não sei seguir este caminho sem ter direcção.

20 fevereiro, 2011


"- Só queria que fossemos amigos.
 - Engraçado! É a última coisa que quero que sejamos.."

18 fevereiro, 2011



 I can't help feeling we could have had it all. And now I think that lost control.

07 fevereiro, 2011

Tell me your secret, what you desire, I will still be there for you. And tell me you need it, tell me something you're not, I will still be there for you. Say you believe it, all of your lies, tell me you feel it and don't compromise, I will still be there for you.

06 fevereiro, 2011

É fodido sentir saudades de uma amizade que foi construída com base em promessas. Promessas que ficaram pelo caminho. Os olhares distantes, o desconforto, a culpabilidade e a estranheza é a única coisa que, ontem e hoje, conheço da nossa história. O notebook que me ofereceste o ano passado nos meus anos continua com a tua letra, com as tuas fotos e com as promessas-que-não-devias-ter-feito. E eu prometi escrever nele depois de ter tomado a consciência que quando se perde uma amizade é preciso fazer-lhe o luto. Principalmente aquelas que são baseadas em promessas que ficaram pelo caminho.

05 fevereiro, 2011

É estranho pensar numa data de coisas que não sabes de mim e, ao mesmo tempo, és a única que sabe tudo.
A verdade é um exercício difícil, principalmente para quem não está habituado a ela. 

02 fevereiro, 2011

  


"Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti. Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres."

Pedro Paixão.

30 janeiro, 2011

  O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra.


Elogio ao Amor, de Miguel Esteves Cardoso.