08 novembro, 2009

este tempo parece um bibelô, com dias que não acabam.

07 novembro, 2009

uma centena de palavras.
por mais estranho que possa parecer, eu não quero de ninguém aquilo que só tu me podes dar. hoje quero uma estrela, porque não aguento mais a escuridão das minhas noites. sabes que és essa estrela. está nas tuas mãos se eu mereço ou não que continues a sê-la.
Love is like playing the piano. First you must learn to play by the rules, then you must forget the rules and play from your heart.

06 novembro, 2009

a corda tem dado para te dizer o que as palavras não expressam. e chegar a ti não é fácil; primeiro porque não estás perto e depois porque a exigência marca-se em cada um dos nossos dias. sabes, hoje lembrei-me daquela vez que ficamos em casa a devorar gelados de sabor indecifrável. sim, aquela vez que adormeceste ao meu toque, com as expressões mais fofas que tinhas e tens. há coisas que não se esquecem, e sempre vacilaste quando te tocava. não sei que poder me deste, talvez nem tu o saibas. um poder que não se cria sozinho. e eu preciso que me dês corda, para não fraquejar quando as forças teimarem em faltar. preciso chegar a ti, mesmo que tenha que percorrer os caminhos mais árduos. preciso saber se continuas no mesmo lugar onde, um dia, te encontrei. e se estás, de facto, à minha espera. Amor, eu preciso de corda... Amor, eu preciso de ti...

05 novembro, 2009

às vezes sinto que tens medo de palavras. e fico sem saber, se é medo da dimensão que elas terão em mim, ou se é medo da responsabilidade que terás se as disseres. a verdade é que há muito que não oiço palavras da tua boca. e a minha boca fica seca por não as sentir, como se esse fosse o seu único alimento. às vezes sinto que as palavras da minha boca para a tua se perdem pelo caminho. e só queria que me deixasses falar-te com os meus lábios encostados nos teus. como se essa fosse a única forma de nos entregarmos. tal e qual, eu amo-te.
tão perto e, ao mesmo tempo tão longe. sentir o teu cheiro e estares a quilómetros de mim. a falta que as pessoas fazem é esta, e eu sinto, incontrolavelmente, a tua falta. dá-me uma oportunidade de 'te fazer feliz'. e deixa-me sentir o teu cheiro, desta vez contigo bem junto ao meu corpo. tão perto, bem mais de perto.

03 novembro, 2009

02 novembro, 2009

sentia-me tua, quando cuidadosamente me beijavas o pescoço. um arrepio que percorria o meu corpo, uma sensação estranha, mas apaixonante. tenho saudades desse teu beijo e acima de tudo dos sentimentos provocados por ele.

29 outubro, 2009

há momentos estranhamente curtos e dificéis. momentos em que o passado corre à nossa frente, como uma lufada de ar quente, que nos aquece por dentro e nos queima as lembranças. películas de filmes antigos, com fotografias a preto e branco e os amigos que estão lá, foram aquelas pessoas peculiares que mais amamos. é uma lufada de ar quente, que se entranha no corpo e nos revela o que ficou perdido nesse tempo. uma bagagem de uma miscelânea de sentimentos que nunca mais acaba. e depois de abrir os olhos, fica a sensação de que o que precisamos é apenas de uma almofada psicológica.