há momentos estranhamente curtos e dificéis. momentos em que o passado corre à nossa frente, como uma lufada de ar quente, que nos aquece por dentro e nos queima as lembranças. películas de filmes antigos, com fotografias a preto e branco e os amigos que estão lá, foram aquelas pessoas peculiares que mais amamos. é uma lufada de ar quente, que se entranha no corpo e nos revela o que ficou perdido nesse tempo. uma bagagem de uma miscelânea de sentimentos que nunca mais acaba. e depois de abrir os olhos, fica a sensação de que o que precisamos é apenas de uma almofada psicológica.
29 outubro, 2009
há momentos estranhamente curtos e dificéis. momentos em que o passado corre à nossa frente, como uma lufada de ar quente, que nos aquece por dentro e nos queima as lembranças. películas de filmes antigos, com fotografias a preto e branco e os amigos que estão lá, foram aquelas pessoas peculiares que mais amamos. é uma lufada de ar quente, que se entranha no corpo e nos revela o que ficou perdido nesse tempo. uma bagagem de uma miscelânea de sentimentos que nunca mais acaba. e depois de abrir os olhos, fica a sensação de que o que precisamos é apenas de uma almofada psicológica.
27 outubro, 2009
caí no erro de pegar numa daquelas fotografias que gravaram mil momentos, como que um mosaico. aquelas típicas fotografias que nos roubam todos os sentimentos que temos, que construimos ao longo do tempo. os sentimentos também se constroem. uma das coisas que construimos foi que irrevogavelmente eramos uma mistura de pessoas. metade era eu, outra metade eras tu. e , dizes-me o mesmo, todos os dias, ao fim de tarde, quando sonho que vou chegar a casa e vais estar à minha espera. sim, porque ainda sonho. mesmo depois de agarrar nessas fotografias que nos espelham e que no verso se lê "you are not alone"... fotografias essas que nunca mais chegamos a tirar.
24 outubro, 2009
hoje não queria lembrar a falta que me fazes. há sentimentos que não mudam nada. e aquele café nas Docas vai ficar, para sempre, por acontecer. torna-se peculiar a estranha forma de me olhares. como se me tentasses imprimir em ti, mas com uma dificuldade abismal em tentar ler cada ideia flutuante que paira no meu corpo. o teu cheiro continua impregnado em mim, e não sei até quando vou ser capaz de o sentir. sim, nos dias que tu não estás. e dos 365 que existem, contam-se pelos dedos aqueles que te vejo. há sentimentos que não mudam nada...
21 outubro, 2009
estar cansada de ser forte. de dizer que é capaz de passar pelas coisas e saltar por cima delas. se calhar ainda não sabe voar, não o suficiente para sair ilesa. estar cansada do diz-que-disse, do amor que se vê mas não se sente, porque não consegue exprimir aquilo que vai dentro do fluído que corre pelo seu corpo. um preto-no-branco que é mais cinzento que outra coisa. um sentimento estranho, frio e solitário. uma coisa que faz arrepiar, tremer e até gelar. um estado estúpido, estranho e abandonado. um momento em que uma pessoa sente a falta de outra, mesmo que a tenha escutado, do outro lado da linha, à pouco mais de dez minutos.19 outubro, 2009
lançaste a moeda ao ar no dia em que nos conhecemos. exactamente no dia que me vi a mergulhar nos teus olhos e a desejar saber o que estavas a pensar. agora que levamos a vida na meia-palma da mão um do outro, quiseste lançar de novo a moeda. escondeste-me o resultado. resta saber porquê. e o resultado deseja-se que seja o mesmo. se não, trocamos de moeda. sim, ou pensavas que te ia trocar a ti?
16 outubro, 2009
15 outubro, 2009
hoje é o dia em que preciso irremediavelmente de ti. sem que pudesse sequer trocar-te pelo quente da minha cama, ou pela água amena a correr pela pele do meu corpo. gostar de alguém é um jogo perigoso, e desde que gosto de ti (sim, como nunca gostei de ninguém) sei que vivo freneticamente nesse estado, de uma paixão louca e insaciável, de uma saudade imperial e arrepiante, de uma essência que se cheira e se respira. hoje tu, simplesmente, não estás. e no meio disto tudo descobri que gosto mais de ti do que de mim. isso dói, porque quando amamos alguém corremos o risco de perder essa pessoa.
14 outubro, 2009
13 outubro, 2009
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