17 abril, 2013

A estupidez é uma doença. Pelo menos para mim, é. E as doenças pagam-se caro. Vivemos numa sociedade estúpida, doente e preconceituosa, onde só têm lugar os jovens, os belos e os espertos. Todos os outros são meros expectantes; verdadeiras personagens secundárias de uma realidade triste aos olhos de quem ama, de quem deseja, de quem se apaixona e de quem quer ser feliz. A verdade é que o amor, o desejo, a paixão e, em última instância, a felicidade são sensações estereotipadas, castradas e reduzidas por quem se acha o maior na sua verdadeira insignificância. A afetividade continua a ser um fantasma. Nos dias que correm é "normal" (como me perturba esta palavra) ouvirmos falar de Amor. Mas sabemos mesmo o que a palavra significa? Teremos capacidade de a sentir no nosso dia-a-dia? Ousaremos partilhá-la com alguém? Se calhar somos estupidamente pequenos para saber a sua dimensão. O vulcão químico interior não está sempre ativo, se não morreríamos não de doenças mas de uma fogosa paixão. Ao Amor tudo e nada lhe pertence. Não o quero sustentar com frases feitas. Não o quero tatuar com o "viveram felizes para sempre". Não o quero para mim. Quero-o para nós. Quero senti-lo. Agora.
E na verdade, são esses expectantes de que falava à pouco que vivem à margem da estupidez. Hoje não quero ser estúpida, por isso vou amar-te até amanhã. Não para-sempre, porque criar expetativas e ilusões é um fator destrutivo da felicidade e eu quero apenas um paraíso possível, onde tudo é "infinito enquanto dura".

16 abril, 2013

A noite chega sempre escura e fria. E não raras vezes me deito sozinha sobre ela. Outras vezes sozinha e sem ti. Não é bem a mesma coisa, sabes. Sozinha é não estares do lado direito da cama, mas estares em todos os outros lados. É sentir-te em cada canto, em cada pormenor, em cada detalhe. Sozinha e sem ti é desejar-te com toda a força e tu não estares, é procurar o teu cheiro nos meus lençóis e só encontrar o meu, é virar-me de costas para a tua vaga na esperança que me abraces como eu gosto e como só tu sabes e essa esperança morrer. Esta noite vou deitar a cabeça na almofada cansada por não saber onde estás. A noite continua escura, mas vem aquece-la, amor...
Ás vezes a vida atira-nos pessoas estranhamente capazes de nos fazerem felizes. E essas pessoas não sabem ao certo o poder que têm. Certas. Erradas. Não importa se nos fazem felizes. Se nos fazem felizes, agora e amanhã também. Bem-me-quer. Mal-me-quer. Bem-te-quero. E tu? Sabes quão certa ou errada sou na tua vida? A quantidade de vezes que nos fazem cócegas nos pés, que roubam o nosso melhor sorriso, que procuram respostas no nosso olhar e invadem e atrapalham os nossos sentidos, acaba sempre por nos confundir da cabeça aos pés. E, de todas essas vezes, ousamos acreditar que somos tudo aquilo com o que fazem de nós. Eu sou feliz. Por tua causa. Por tudo o que fazes de mim. Não gostas mais de mim do que eu de ti. Mas também não gostas menos. A quantidade está certa e é tudo o que precisamos saber.

02 abril, 2013

Hoje acordei às 5:30 da manhã com o coração vazio de ti. Não ouvi a tua voz antes de adormecer e tive saudades tuas enquanto dormia...

25 março, 2013

Beija-me. Faz-me acreditar que existes em mim. Que todo o mundo lá fora não importa mais. Faz-me esquecer os anos que cresceram em nós. E beija-me outra vez. Agarra o silêncio nos meus lábios. Mistura o teu corpo no meu e deixa que eles se encontrem despidos de pudor, em movimentos descontrolados, com a paixão que nunca sentiste. Beija-me o cabelo, as pálpebras, a testa, o umbigo, as pernas. Beija-me sem início-meio-e-fim. Agarra-me e não me soltes mais de ti. Sussurra-me ao ouvido aquilo que temeste dizer-me até hoje. O fado já não espera até ao primeiro minuto do novo dia. Não me deixes ir. Diz-me agora o que sentes, faz-me esquecer de respirar e traça-me a vida para o lado do coração.  E enquanto a noite se torna nas cinzas que pisaremos amanhã, só me resta o indelével silêncio e o cheiro pestilento da solidão dos momentos em que não estás aqui. Beija-me que prometo adormecer...

19 março, 2013

Apanhaste-me desprevenida. Agarraste-me com firmeza e sabias exatamente o que estavas a fazer.
- Estava com saudades tuas - sussurraste.
Olhei-te e apenas consegui sorrir.
A vida demora mas não falha. E t
ens razão quando dizes que o mundo lá fora não importa quando estou contigo. Na verdade, nesse momento só tu importas. 
Fala-me de ti. Deixa que o teu corpo me fale também. Quero saber onde começam os teus lábios e onde acaba o teu abraço. Quero saber de onde vem o teu cheiro. E perceber exatamente onde é que me perco. Faz-me acreditar que o nosso tempo vai durar mais. Um pouco mais. É que eu não sei se sei ser tudo o que sou contigo sem ti. 
E como eu gostava de ter a eternidade para nós, num destino qualquer. Mas hoje o tempo voa, amor...

18 março, 2013

Não são raras as vezes em que me olhas e esperas que seja eu a primeira a falar. Desta vez foste tu. Com a sinceridade estampada em cada palavra que saía da tua boca, os teus olhos foram dizendo o que saltita na tua alma. Os medos, os receios, as dúvidas e as incertezas preenchem os momentos em que não consegues  com que a felicidade os disfarce. E tudo isso me faz vacilar, não raras vezes também. Mas sabes, eu nunca provei uma relação tão saudável. E há alturas na nossa vida em que queremos tudo aquilo que nos faz bem. E tu fazes-me bem. Já me fazes bem há uma vida inteira. Talvez por isso não me veja sem ti, mesmo sabendo que será difícil e improvável ter-te para sempre... E "nunca" e "sempre" são as palavras que não queremos provar, não é?

16 março, 2013

Tudo à nossa volta é demasiado pequeno para nós. A tua almofada tem o meu cheiro. O meu cabelo tem o teu. E tudo isso não me faz sentir borboletas na barriga, não me tira o sono à noite, nem me faz suspirar sempre que alguém diz frases bonitas. Tudo isso, faz-me acreditar que tu és muito mais do que prazer. Tu cresceste em mim. De uma forma exacerbada. Adoro quando me abraças com força, quando me enches de beijos no pescoço e atrás das orelhas, quando somos "cão e gato", quando me fazes rir até à exaustão, quando me ouves durante horas e horas, quando me queres e quando te quero. E eu quero-te, tanto... Sem televisão, sem computador, sem telemóvel. Desliga tudo e beija-me (a noite inteira)...

14 fevereiro, 2013

É difícil dizer adeus quando a vontade é dizer volta.

07 fevereiro, 2013

Acho que escrevo sobre coisas que não entendo. O que me sobra em jeito com as palavras, peca-me em jeito com quem realmente gosto. E nem sempre sou mais e melhor. Às vezes a naturalidade atrapalha-me. Tropeço na minha própria ingenuidade, na simplicidade com que acabo por pintar aquilo que sinto. Às vezes os detalhes existem e eu não dou conta. E se calhar nunca me tinha apercebido que há detalhes que deixo que passem ao lado. Tudo porque nunca tive ninguém que visse mais detalhes que eu. E se me perguntarem se preferia morrer estúpida, obviamente responderei que não. Os detalhes são partículas curiosas e caricatas que alimentam histórias. E eu quero sabê-los de cor. Quero gastar tempo com eles. Quero que a gente partilhe tudo isso, pacientemente e numa escuta ativa imutável. Quero continuar a escrever sobre ti. E com ou sem jeito, ser mais e melhor. Sabes, a Califórnia é muito longe, se não levava-te lá, meu amor...