09 janeiro, 2013
31 dezembro, 2012
Não sou exemplo para ninguém. Vivo à margem do que pensam de mim e aparento ser uma menina pelo disfarce do que ainda me falta viver. E longe vão os tempos em que a minha alma era transparente ao olhar de quem amei. Não preciso que digam que me amam, preciso sim que me amem mesmo. Hoje não preciso de acreditar no amor, preciso que as pessoas me façam acreditar nelas. Mas também essa não é a minha maior preocupação. Na verdade a minha maior preocupação é viver, da melhor forma que conseguir. Em 2013, faz-me não desacreditar!
30 dezembro, 2012
O ano velho está a chegar ao fim. E quando isto acontece, vejo os momentos mais marcantes a passar em slow-motion mesmo atrás dos meus olhos. A vida é muito rápida, sabes? E os momentos que se dividem em bons e maus são vividos de uma forma alucinante. E alucinante é também aquilo que nos liga. Entre confidências, frases inacabadas, pensamentos silenciados, sorrisos-contagiantes e uma amizade invejável, fomos aquilo que muitos gostavam de ser. Mas quero mais. Quero que sejas mais. Quero ser mais contigo. E nunca te quiz de outra maneira. Promete-me que no novo ano não vais ter medo de ser feliz...
25 dezembro, 2012
15 dezembro, 2012
Está frio lá fora e o Inverno diz-me bom dia na tua ausência. Eu demoro sempre mais de cinco minutos a responder-lhe, porque até na ausência aprendi a trocar mimos e genes contigo. E fazes-me falta. Esforço-me em gostar de ti apenas o suficiente. Mas gosto sempre mais. E mesmo quando estás longe, eu continuo apaixonada. Continuo a gostar de ti. Da Pessoa que és. Eu já não sei mais o que fazer com estes sentimentos. Eu já não sei mais o que fazer contigo. Aliás, saber até sei. Quero o frio. Quero um chá quente de frutos vermelhos, uma manta, dias passados na cama a ver filmes enquanto a chuva bate com violência na vidraça da janela e o vento despe as árvores na rua deserta. Quero-te em cada um desses cenários. Quero que me aqueças o coração para saber que ele ainda bate. Quero-te a ti. Bem quente.
06 dezembro, 2012
22 novembro, 2012
Não gosto que me roubem os sentimentos, mas quando as tuas mãos quentes percorrem o meu corpo frio e alimentam o desejo que sinto, fico desarmada. Desejo-te quando estou perto de ti. Não que não te deseje quando estou longe, mas quando estou perto desejo-te mais ainda. E não quero que o tempo passe depressa. Quero poder perder os sentidos segundo-a-segundo quando me beijares o pescoço arrepiado. Quero poder dizer-te palavras bonitas antes de adormeceres. Porque quando estou contigo percebo que não poderia estar noutro sítio, com outro alguém, e com os sentimentos a escaparem-me por entre os dedos. É fácil gostar de ti, difícil é tudo o resto. E sim, às vezes acho que é mais fácil ter um amante do que um amor. Mas és o amante e o amor. Tudo ao mesmo tempo. E o difícil é seres algo diferente disso.
Há coisas que me separam de ti. Os passados desencontrados, os horários apressados e incompatíveis, as responsabilidades e os compromissos que não partilhamos, mas que dão cor à nossa vida. Na ausência e na saudade gosto de ti. Mais ainda. Sempre gostei, mesmo à distância e nos quatro anos em que nos perdemos. Aos poucos aprendemos a gostar dos que não estão connosco todos os dias. Gostar é saber esperar. Até que chega o dia do contador de histórias. E a nossa história começou assim: louca, emaranhada, excitante. Uma daquelas histórias com principio-meio-e-fim. E quando o fim chegar, começámos tudo de novo. Porque eu estou contigo e tu estás comigo. E apenas isso tem chegado para existirmos no plural e para continuarmos a escrever... Nesta história, às vezes acordo a meio da noite para sonhar. E é aqui que me apercebo que, da mesma forma que há coisas que me separam de ti, há outras que nos unem, numa simbiose perfeita.
09 novembro, 2012
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