Esta noite cantas para mim? Juro que fico caladinha a ouvir-te. Se te enganares na letra, eu não faço troça. Se não a souberes por inteiro, eu canto contigo. Juro que não fixo o olhar embevecido em ti, nem respiro contra o teu pescoço. E podes sorrir para mim que juro que não te roubo um beijo. Daqueles infinitos como nós. Continua a cantar, como se soubesses que a tua voz é a minha calma. Não te quero distrair, mas deixa-me dizer-te que eu não sei querer-te mais do que quero agora. E quando acabares de cantar, vem-te acostumar a mim, porque o teu som é igual ao meu.
14 setembro, 2012
09 setembro, 2012
Ainda tenho tanta coisa boa guardada para nós. Ainda está tudo por acontecer. Falamos muito. Aparvalhamos mais. Mas dedicamos sempre um tempo àquilo que me faz desejar-te e que te faz desejar-me, também. E nesse tempo não se ouvem vozes. Ouve-se só, de quando em vez, pequenos gritos, palavras fracas e arrastadas, frases por acabar, respirações pulsadas e ofegantes. Tudo se faz e se desfaz a seguir. Os corpos respiram vontade. E o desejo apaga qualquer ruído e toma conta de nós. Não há palavras, só olhares. O meu corpo despe-se em pormenores e o teu enche-se de detalhes, com movimentos que não se esgotam. Há coisas infinitas. E esta deve ser uma delas...
07 setembro, 2012
Tu és aquilo que fazes com tudo o que fizeram de ti. E ser ainda-mais-especial cabe a poucos, a bem poucos. Às vezes acho que comecei por dar-te o mundo e acabei por dar-te nada. Se tens sido o suficiente para mim, então eu quero dar tudo o que puder por ti, tudo o que tiver por ti. Quero deixar-te com água na boca, dar-te um beijo e tirar-te a roupa. Quero ter-te aqui e ficar assim. Quero esquecer. Esquecer-o-resto e não esquecer-te-a-ti. Hoje quero que o que dizem por aí seja real, que existe tudo no meio do nada. Quero que tu existas em mim. Que me fales ao ouvido e me digas que me adoras. Mas tu és aquilo que nunca vou saber dizer. E hoje o silêncio não-se-cala e a tua boca não me-cala-a-mim.
15 agosto, 2012
O amor não é cor-de-rosa. O amor é feito de promessas. Promessas e pessoas. As promessas são como algodão-doce, nunca chegam para ficarmos totalmente satisfeitos, felizes. E as pessoas são ao que nos agarramos, com o corpo, com a alma, com tudo. As pessoas estão connosco se também estivermos com elas. É uma seta de dois sentidos. Na maioria das vezes, as pessoas que estão connosco não são as que nos aquecem à noite, as que nos mandam mensagens amimadas com tiradas poéticas, as que nos ligam e dizem o que queremos ouvir, as que nos tiram de casa ao sábado à noite para jantar num restaurante na baixa. Na maioria das vezes, as pessoas que estão connosco são as que nos acompanham todos os dias no autocarro para o trabalho, que nos dizem bom dia com um sorriso rasgado logo pela manhã quando pedimos "um café bem quente, por favor", que nos esperam, seja de que maneira for, e nos dizem sempre "como foi o teu dia?". A seta com dois sentidos. E as pessoas são promessas. As promessas são pessoas. E tudo isto é amor. Pelo menos é o que dizem...
13 agosto, 2012
07 agosto, 2012
- Sinto falta de algumas pessoas e odeio-me por isso.
- Mas de quem é que sentes falta? - perguntou-lhe preocupada.
- De quem já tive e que não quero ter agora. De amigos que, talvez, não foram tudo o que precisei. Sou muito boa a gostar e muito má a esquecer.
- Pois, ser amigo não é mostrar que podemos pagar um copo às quintas-feiras à noite, é dizermos que gostámos, confiantes e seguros, de forma simples e fácil.
02 agosto, 2012
Às vezes temos que fechar um ciclo e iniciar outro. Ainda que não mude quase nada, aos nossos olhos muda tudo. Perdemos umas coisas, ganhamos outras. E se formos apaixonados pelo que fazemos, parece que ficam, sempre, espaços vazios. E é na altura em que sentimos que a vida muda, que procuramo-nos preencher, seja com o que for. Talvez por isso sinta de forma exacerbada a falta que algumas pessoas me fazem. E odeio-me por isso. Ás vezes somos exactamente tudo o que não queríamos. É aqui que tu entras. Consegues com que eu seja um pedacinho melhor. Estar contigo é mesmo o melhor remédio. E terapeuticamente falando, foste a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Sem tirar nem pôr.
28 julho, 2012
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