- She's my best friend - disse ele ao amigo de Erasmus.
E isto foi do melhor que ouvi na noite de ontem.
07 maio, 2011
05 maio, 2011
Há dias em que as forças parecem sair pelos poros da nossa pele, onde a adrenalina mexe connosco e fazemos coisas que jamais estariam nos planos. Ouvem-se odes em tudo o que é sítio e o movimento dos outros é a nossa sintonia. Acontece que nunca gostei de planos e quando os tinha nunca os cumpria. A vida é assim: uma mescla de coisas que estupidamente absorvo. Só que as coisas transformam-se, a força dissipa-se e os dias parecem não ter meio e fim, só início.
04 maio, 2011
Não queria que fosses a melhor ilusão que já tive, porque isso significa que nada do que vivi contigo foi real. De contos de fadas está o mundo cheio, e eu também. Se continuares a mentir, eu vou-me embora. E é fodido pensar que já devia ter ido embora há muito tempo. Pois é, este é um dos meus defeitos: saber esperar.
Odeio ser tantas coisas ao mesmo tempo. Não me decido e é por isso que as pessoas não me entendem. É por isso que não sabem se devem aproximar-se ou não de mim. Nem eu sei, porque tudo à minha volta me suga, como se a vida estivesse a fugir para dentro de mim. E eu quero-a, então deixo-a entrar. Mas quanto mais ela entra, mais me sinto a sair. E sair de mim própria não é nada bom.
03 maio, 2011
Não preciso saber o significado de todas as coisas para saber o que elas são e para que servem. Acontece que as pessoas precisam de desafios, de uma vida flexível e sem conceitos. O equilíbrio é o ponto forte de poucos, e o ponto fraco de quase todos. Mas esta estúpida condição rouba-nos o sabor de todas as grandezas que actuam sobre si. E quando há equilíbrio nenhuma mudança acontece: nem má, nem boa.
Tu consegues ser o meu equilíbrio e o meu desequilíbrio, também. E nesta estranha dicotomia posso ter a certeza de, pelo menos, uma coisa: a existência de duas forças opostas. É aqui que entra o amor-ódio, a certeza e a dúvida, o medo e a aventura, o compromisso e a liberdade, o sorriso e a lágrima, a responsabilidade e a loucura. Tu e eu. E é como se existisse qualquer coisa entre nós que me fizesse acreditar que, um dia, vais pedir-me que te ature a vida inteira. Nesse dia vou saber responder-te que, com todo o nosso desequilíbrio, consigo gostar de ti, da forma mais equilibrada possível. Sabes, é bom quando me desafias. E se te respondo da mesma forma é sinal que, ainda, estou viva.
02 maio, 2011
Gostar de alguém é uma batalha diária. As pessoas sabem como usar as suas tiradas poéticas que conquistam à primeira-vista. E depois há sempre quem caia nelas. E quanto mais batalhamos, mais defesas vamos perdendo. Fica a descoberto todos os nossos fracassos e as nossas investidas, também. E as batalhas duplicam quando ficamos entre duas pessoas (que poderiam muito bem ser a espada e a parede). Sim, entre duas pessoas que gostamos. A escolha é assustadora. Mas ouvi dizer que devemos optar sempre pela pessoa que não nos fez escolher. Quem nos fez escolher, não merece que o escolha. E aí, nessa situação, é como se alguém tivesse colocado o dedo na ferida, mais uma vez. E quando demora muito a cicatrizar, é sinal que ainda está tudo a descoberto, que as defesas ainda não foram repostas.
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