porque que é que o chão que não conhecemos é sempre tão difícil de pisar?
24 novembro, 2010
20 novembro, 2010
tenho descoberto que não tens o coração no sítio certo, da mesma forma que eu não sei a quantas ando. deixei de ser o teu passatempo preferido, não foi? tudo isto porque descobriste que o amor é muito vulnerável aos mitos e insististe em acreditar que me amavas quando na verdade gostavas apenas do teu reflexo em mim. desde que te dei espaço e evitei dar os primeiros passos que deixaste de saber lidar comigo, de saber chegar a mim. pois é, é fodido quando não existe livro de instruções. sweet, não dês cabo de mim, ok?
04 novembro, 2010

às vezes gostava de viver tudo de novo, sem tirar nem pôr. de enternecer-me quando o teu olhar me fitava sem que eu pudesse fugir, de gritar quando deixavas que os outros levassem a melhor contigo, de roubar um pedacinho da tua genuidade e ficar aninhada, coberta de mantas e um chocolate quente a aquecer-me as palmas das mãos nas tardes frias de sábado. mas sabes, continuas a ser a melhor contadora-de-histórias que já conheci. e sim, neste caso podemos dizer que é amor e que este sentimento seja feliz-para-sempre, tal como essas histórias contavam no final, sempre no final.
21 outubro, 2010
13 outubro, 2010
08 outubro, 2010
Amigos, quem os não tem. Poderia arriscar dizer que sempre fui merecedora de uma data de coisas boas. E se um amigo é uma coisa boa, então poderíamos concluir que eu estaria prendada de uma avassaladora massa humana. A verdade é que não arrisco. Não arrisco a palavra "amigo" a muitos. Nem a alguns. Admito que uma mão cheia deles é o meu único mundo, mas essa mão encontra-se amputada. E os cotos, esses pobres cotos nem sempre têm um final feliz.
29 setembro, 2010
"Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embaciado do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - vamos para o local do acidente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."
Fernando Alvim
15 setembro, 2010
13 setembro, 2010
- tenho medo de compromissos - disse-lhe.
- eu sei, e preferia que não o tivesses. parece que isso te congela.
- babe, eu preciso de saber se gostas mesmo de mim. talvez isso também congele o meu medo.
De repente deixou de se ouvir a música da Vh1 a tocar lá ao fundo, naquela mesa de café, quanto tinham escolhido a mesa mais escondida.
- pois, mas a questão é que eu não sei responder a tudo aquilo que sentimos.
- eu sei, e preferia que não o tivesses. parece que isso te congela.
- babe, eu preciso de saber se gostas mesmo de mim. talvez isso também congele o meu medo.
De repente deixou de se ouvir a música da Vh1 a tocar lá ao fundo, naquela mesa de café, quanto tinham escolhido a mesa mais escondida.
- pois, mas a questão é que eu não sei responder a tudo aquilo que sentimos.
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