10 julho, 2010


a monotonia quebra ritmos de vida. por mais que as pessoas digam que não, só existem dois caminhos: ou acomodamo-nos a ela, ou fechamos-lhe a porta, depois de sairmos do trabalho. os horários existem para serem cumpridos e as regras para serem quebradas. é assim que tento levar a minha vida. mas a monotonia tem sugado os nossos dias, com a desculpa do estágio, da tese, dos exames e das mil coisas fora do contexto académico. tu não tens tempo para mim, mas também nunca quiseste ter. e culpamos a monotonia ou a distância para todas as nossas falhas e faltas. e sabes, um café demora dois minutos (nunca gostei de café frio); um gelado demora três (antes de derreter) e um passeio pelo Cais não demora mais do que a nossa vontade. até posso admitir que é muita, mas misturada com a tua, seriam apenas 4 minutos da tua vida. 4 minutos.  e eu não quero acreditar que sou uma perda de tempo. perda de tempo é estarmos separados. isso sim.

eu quero ir de férias contigo. definitivamente.

08 julho, 2010

histórias-com-pontas-soltas de finais inacabados. por entre conquistas, medos e oportunidades, há sempre quem invista e quem desista. e os primeiros passos não é uma questão de exigência, mas sim de interesse . tenho a sensação de que jogos de palavras e mensagens não-enviadas não dizem metade do que nesta história já pude escrever. as pessoas, tal como as relações desgastam-se. e o desgaste traz perdas, mas principalmente ganhos. não em relação a histórias-de-pontas-soltas. até porque hoje apetece-me falar em histórias-de-finais-felizes ou histórias-de-finais-evitados, whatever.

06 julho, 2010


deixei de acreditar em ti e passei a acreditar em mim.


às vezes também damos em loucos!
desisti de ser perfeita. pelo menos contigo. deste-me um papel demasiado amargo e nunca soube vestir essa personagem. saio de palco, sem um único aplauso. mas já fui perfeita, não contigo, mas para ti.

03 julho, 2010


os teus sinais confundem-me da cabeça aos pés. não me perguntes porquê.
temos sempre tantas histórias. umas que se cruzam, outras que não acabam e ainda as que nem o início podemos provar. tudo sabe a tão pouco. e por mais palavras que eu escreva, a minha história corre sempre diferente disso, como se se tratasse de um guião semi-estruturado, daqueles que permitem as modificações a meio tempo. às vezes não consigo avançar páginas do meu livro, não consigo saltar capítulos ou apagar os erros ortográficos e corrigir a pontuação. nestes casos, só há uma coisa a fazer: arrancar o que ficou em rascunho e todas as outras páginas que não tiveram direito a ele.

02 julho, 2010

a partir de hoje tranco a porta a todas as mentiras.
a minha vida tem sido (basicamente) só isto. só isto para dentro da cabeça.