12 junho, 2010

as nossas mãos continuam desencontradas. e por muito que eu sinta-isto-que-chamam-de-saudade, sinto também que existe uma séria-de-acontecimentos-lógicos que não deixam que essas mãos saibam uma da outra. e se antes duvidaste de alguma coisa, agora chegou a minha vez. porque quando nos colocamos em jogo, é sinal que, em algum momento, as nossas mãos já se tinham desencontrado. nós é que não tínhamos dado conta disso.

11 junho, 2010

vamo-nos descalçar e sentir a areia a fazer cócegas, quando andarmos sobre as pontinhas-dos-pés. depois disto, só quero uma oportunidade de reatar mais um nó, que se desfez pelo caminho e o qual não pude evitar. já quase caímos, portanto vamo-nos calçar e regressar a casa.

10 junho, 2010

voltar, em vez de saboroso, tornou-se algo inquietante. e tem sido complicado agir naturalmente, respirar o mesmo ar que tu e fingir que está-tudo-bem-quando-acaba-bem. a nossa história ainda mal tinha começado e colocar-lhe uma vírgula (inesperada) foi demasiado assustador. agora resta-nos estas espécies-de-abraços que nos aquecem o corpo por milésimos de segundo e nos gela quando os nossos olhares se cruzam, ao de longe. imaginar a minha vida sem ti é o mesmo que tirar-lhe a diferença que lhe fazes. amanhã, podíamos conversar. o que achas de ser durante a viagem de regresso a casa?

08 junho, 2010

what you want from me?
se calhar devia ouvir mais aquelas vozes que me atrapalham quando vejo o tempo a passar, do outro lado da janela. se calhar devia pensar mais na quantidade de coisas que posso conquistar e não apenas nas que tenho vindo a perder, subtilmente. mas custa-me pensar que todas as relações são efémeras e fugazes, e que não duram mais do que uma paixão. ingenuamente, nunca desejei tanto um amor, um-amor-dos-que-não-existem.

06 junho, 2010

ocupar a cabeça com outras coisas para não pensar em ti, é o mesmo que dar um chupa a uma criança quando ela chora que quer andar mais de baloiço e não há tempo. tu fazes-me falta. hás-de sempre fazer falta. e sabes meu amor, há coisas muito cruéis. 

04 junho, 2010

tell me your favorite song ♥ 

03 junho, 2010

efectivamente, sou um tudo-nada-ingénua.

02 junho, 2010

esta noite, descobri um negativo com fotografias nossas. e dei por mim a pensar que faz tempo que não ofereces uma, daquelas de colecção.

01 junho, 2010

a tua personalidade bate forte, onde quer que estejas. e eu para além de saber, nas entrelinhas, quem és, não entendo muito bem o facto de camuflares as tuas "pontas soltas" na carapaça dura que te protege. eu preciso prender-me àquilo que sou e não somente tentar entender-te. dizem que o amor é mais ou menos como um balão de ar quente e eu nunca fiz uma viagem dessas. prender-me àquilo que sou, é não viver à sombra do que a tua personalidade (me) conquistou.