13 dezembro, 2009


certezas que são ditas sem palavras, como se o teu silêncio ecoasse no meu corpo
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tenho saudades de acordar e não pensar em nada. e isso significaria, também, que consegui adormecer. enfim, tenho saudades de tudo o que, ainda, não vivi contigo. porque de facto gostamo-nos com todos os defeitos chapados na cara, como se não houvesse nada a esconder. se calhar, não há mesmo. e é isso que vira os meus sentidos ao contrário.

11 dezembro, 2009

Tell me all of your doubts...

10 dezembro, 2009

sei que não sabes quantas noites de sono me deves. e por mais que queira acreditar, acho que também não sabes o quanto me custa não saber de ti. tal como te segredei no outro dia, o instinto tem morto bocadinhos de nós. e eu tenho guardado esses bocadinhos, sabes porquê? porque a nossa história é muito mais que isto (isto, que nem sequer sei intitular). não me quero convencer que histórias-como-esta têm pontos finais, só vírgulas. e colocamo-as onde queremos ou onde são precisas. precisaste desta vírgula num momento em que eu dava tudo para que ela não existisse. e acontece que, a vírgula foi colocada. eu estou de um dos lados, tu do outro. e, irremediavelmente, continuamos de mãos dadas, como se o mundo soubesse de nós. e, por muito longe que o vento levasse estas palavras, elas iriam ficar suspensas num céu frio. descobri que afinal o mundo não sabe nada de nós. e eu, cada vez mais, sinto que não sei de ti, e consequentemente, sei um bocadinho menos de mim. hoje, é apenas mais uma noite de sono que me ficas a dever. desfaz esta vírgula, amor. desfaz esta vírgula...
pequenas gotas de chuva lá fora.

09 dezembro, 2009

era tão mais fácil se me dissesses que posso esperar por ti. ficam palavras pendentes a flutuar em número incontável na minha cabeça. e o tic tac do relógio ouve-se a noite toda, sem que eu me possa abstrair do barulho ensurdecedor por ele produzido. era tão mais fácil se dissesses que posso continuar a gostar de ti. no peso e medida certa, como tanto me pediste. não temos que nos perder aos bocadinhos. era tão mais fácil se não nos perdessemos aos bocadinhos.

08 dezembro, 2009

dizem que é a intuição que fala quando devemos lutar por alguém ou desistir dessa pessoa. se calhar sou a única mulher que não tem intuição, mas sim instinto. e devo dizer a mim própria que agir por instinto não me deixa chegar muito longe. e sim, tenho perdido imensa coisa pelo caminho. e sozinha, sozinha não quero ir.

07 dezembro, 2009

Como se tivesse o coração entalado entre sacos de gelo.
Margarida Rebelo Pinto.

04 dezembro, 2009

provavelmente quando digo que me fazes falta, não tenho consciência das minhas palavras. fazes tudo aquilo que ninguém faz e a verdade é que algumas outras pessoas fazem falta. é como se contigo vivesse coisas diferentes todos os dias. e sabes, nem sempre essas coisas são boas. descobri que amar é correr riscos. e de cada vez que ouso sentir a adrenalina a correr por todo o meu corpo, acontece que essa adrenalina não dura mais do que um fugaz beijo ou um abraço de despedida e não de chegada. pensar em ti 24h por dia é um exagero, estou sempre a dizer isso a mim própria. quem disse que adiantava? provavelmente, vou continuar a dizer que me fazes falta, quando me fazes tudo o que as palavras não dizem.

01 dezembro, 2009