23 setembro, 2016

A música não pára de tocar. Faz-me sentir-te com muita força. Às vezes surpreende-me o quanto alguém é capaz de nos preencher quando não está connosco. E tu, tu estás sempre comigo. Sempre.

14 agosto, 2014

O verão chegou. Ainda que não sinta o sol a aquecer o meu corpo. Estás longe e talvez por isso os dias custem mais a passar. Mas sei que estás feliz, porque a tua voz engasga-se nas gargalhadas e histórias que a tua boca sussurra ao telefone. São já cinco dias sem ti. E a eternidade desses cinco dias parece não acabar. Não sinto apenas saudades tuas. Sinto saudades de toda a vida que és em mim. De tudo o que sou quando estás por perto. Do teu cheiro misturado com o meu nas madrugadas no teu apartamento. Da tua calma ao ouvires-me contar tudo e mais alguma coisa. Do mimo que sai em forma de beijos dos meus lábios e percorrem cada centímetro do teu corpo, no pescoço, nos ombros, nas pernas. Sinto saudades de nós. E de ti, individualmente. Até parece ridículo dizer isto. Mas de uma forma muito crua sei dizer-te que te quero. E quem me dera que fosses só um amor-de-verão. O meu verdadeiro problema é que me aqueces em todas as estações. E o verão ainda nem sequer vai a meio.

05 maio, 2014

Há coisas mágicas a acontecer. 
O amor, esse sentimento que me sufoca e me queima por dentro, tem chegado devagarinho. E, mesmo não o querendo com medo de me magoar, mergulho a fundo. 
Os dias continuam brilhantes, o teu sorriso pára o meu tempo, e eu preciso de ti nos meus dedos. Quero que me queiras e me tenhas com todos os meus defeitos, porque ninguém disse que a vida é perfeita. E se gostares de mim assim, eu vou gostar de mim também. 
As coisas fantásticas resumem-se aos segundos que me fazes perder a respiração e aos momentos em que os nossos segredos sorriem para nós. 
Na verdade, voltaste para bem dos meus medos. E voltaste para me dar sentido.

02 abril, 2014

Ando demasiado ocupada a ser feliz. E por muito que possa parecer cliché e utópico, a verdade é que às vezes é preciso saber ser feliz com "pouco".
Não querendo criar ilusões, nem sabendo se para sempre assim será, sinto que aquilo que hoje me faz feliz daria para me fazer feliz a vida inteira. Parece confuso...
Faço tudo o que a minha energia, em 24 horas, me permite. E, na maioria das vezes, essas 24 horas não chegam.
Mas, aquilo que representas não se descreve em 24 horas. Na verdade, a nossa história já se escreve em 26280. Muitas horas, não é? O equivalente a 3 anos.
Hoje tive um tempo para escrever e percebi que 24 chegam perfeitamente para gostar ainda mais de ti.
As 24 horas de hoje vão ser aumentadas à nossa história. Porque percebi que estas 24 horas também chegaram para gostares ainda mais de mim.


Ps. "Já é quase amanhã."

10 fevereiro, 2014

 
O teu sorriso faz-me crer que esta viagem não tem fim.

28 outubro, 2013

Somos instantes. Nada mais do que isso. Mas queria ter-te na minha vida de forma intemporal. Desde o princípio que me avisas que todas as histórias têm finais. Sejam eles quais forem. O teu destino nunca esteve nas minhas mãos. E quem me dera tê-lo por um segundo, apenas. Dar-lhe-ia um segundo de intensidade, na esperança de que ele se apaixonasse por mim e nunca mais me quisesse largar. O teu destino, esse incerto e sorridente, diz-me que não pode ser meu. Porque és livre como o vento e eu nunca te iria querer partilhar com o mundo inteiro. És mais do que isso. És um pedaço de carne e de alma que me faz crer que o meu fado também é incerto e sorridente. Sabes, na verdade o meu destino nunca esteve tão longe e tão perto do teu. E isso significa que nunca te terei mais do que aquilo que somos: instantes.

24 outubro, 2013

Imaginar-te não me chega. É por isso que quero dizer-te que me fazes falta. Não raras vezes penso que estás em todo o lado. Mas não te vejo. E sei que, efetivamente, nunca estiveste lá. Isso faz doer. Porque o tempo continua a ter vida própria e foge-me sempre que te imagino. Tu és a coisa mais difícil e, ao mesmo tempo, a mais simples de guardar. Porque os teus detalhes são infinitos e aquilo que tu és parece-me eterno. Conheço-te de trás para a frente e isso assusta-me. Consigo ler-te de olhos fechados, tocar-te quando estás (tão) longe, e sentir o teu cheiro quando oiço a tua voz pelo telefone. Sei exatamente quem sou quando me abraças. E nunca quis ser tanto. Na verdade, eu só quero ser simples. E que os meus detalhes te façam imaginar-me, mas que isso também não te chegue.

23 setembro, 2013

 A minha cama reconhece-te mesmo que nunca por cá tenhas passado. Ela sabe o teu nome, a cor da tua pele, o cheiro do teu cabelo. Sabe que te adoro. Sem tirar, nem pôr. Sabe também que sonho contigo. E que, na maioria das vezes, o faço de olhos abertos. A minha cama reconhece o teu sorriso. E reproduz a tua voz no meu ouvido, quando o meu pensamento adormece. Às vezes confunde-me porque, por breves instantes, vejo-te ali. Como se tudo fosse real. E sabes, se não fosses real, diria que eras um sonho. Daqueles que nunca "acordam"... Dorme bem.

25 abril, 2013

Ao longo da nossa vida nem sempre conhecemos as pessoas certas. Ou então não somos as pessoas certas para elas. Quando gostamos muito de alguém nem sempre damos a oportunidade de nos mostrarem tudo antes de "entrarem". E quando começam os estragos, percebemos de forma inequívoca que essas pessoas já estão emaranhadas, impregnadas em nós, como pedaços que já fazem parte. Nessa altura, percebemos que os tardes-demais também existem. E que a única palavra que descreve integralmente a VIDA é a INTENSIDADE. E para mim ser intensa é acreditar que todas as minhas histórias podem ser eternas. É acreditar que as relações são simples e que não têm prazo de validade. E se calhar o meu maior problema nem é acreditar, é ser a pessoa mais intensa que já conheci.
- Sabes, odeio pessoas em geral.
- Ao contrário de ti, o meu maior problema, é não as conseguir odiar.

17 abril, 2013

A estupidez é uma doença. Pelo menos para mim, é. E as doenças pagam-se caro. Vivemos numa sociedade estúpida, doente e preconceituosa, onde só têm lugar os jovens, os belos e os espertos. Todos os outros são meros expectantes; verdadeiras personagens secundárias de uma realidade triste aos olhos de quem ama, de quem deseja, de quem se apaixona e de quem quer ser feliz. A verdade é que o amor, o desejo, a paixão e, em última instância, a felicidade são sensações estereotipadas, castradas e reduzidas por quem se acha o maior na sua verdadeira insignificância. A afetividade continua a ser um fantasma. Nos dias que correm é "normal" (como me perturba esta palavra) ouvirmos falar de Amor. Mas sabemos mesmo o que a palavra significa? Teremos capacidade de a sentir no nosso dia-a-dia? Ousaremos partilhá-la com alguém? Se calhar somos estupidamente pequenos para saber a sua dimensão. O vulcão químico interior não está sempre ativo, se não morreríamos não de doenças mas de uma fogosa paixão. Ao Amor tudo e nada lhe pertence. Não o quero sustentar com frases feitas. Não o quero tatuar com o "viveram felizes para sempre". Não o quero para mim. Quero-o para nós. Quero senti-lo. Agora.
E na verdade, são esses expectantes de que falava à pouco que vivem à margem da estupidez. Hoje não quero ser estúpida, por isso vou amar-te até amanhã. Não para-sempre, porque criar expetativas e ilusões é um fator destrutivo da felicidade e eu quero apenas um paraíso possível, onde tudo é "infinito enquanto dura".

16 abril, 2013

A noite chega sempre escura e fria. E não raras vezes me deito sozinha sobre ela. Outras vezes sozinha e sem ti. Não é bem a mesma coisa, sabes. Sozinha é não estares do lado direito da cama, mas estares em todos os outros lados. É sentir-te em cada canto, em cada pormenor, em cada detalhe. Sozinha e sem ti é desejar-te com toda a força e tu não estares, é procurar o teu cheiro nos meus lençóis e só encontrar o meu, é virar-me de costas para a tua vaga na esperança que me abraces como eu gosto e como só tu sabes e essa esperança morrer. Esta noite vou deitar a cabeça na almofada cansada por não saber onde estás. A noite continua escura, mas vem aquece-la, amor...
Ás vezes a vida atira-nos pessoas estranhamente capazes de nos fazerem felizes. E essas pessoas não sabem ao certo o poder que têm. Certas. Erradas. Não importa se nos fazem felizes. Se nos fazem felizes, agora e amanhã também. Bem-me-quer. Mal-me-quer. Bem-te-quero. E tu? Sabes quão certa ou errada sou na tua vida? A quantidade de vezes que nos fazem cócegas nos pés, que roubam o nosso melhor sorriso, que procuram respostas no nosso olhar e invadem e atrapalham os nossos sentidos, acaba sempre por nos confundir da cabeça aos pés. E, de todas essas vezes, ousamos acreditar que somos tudo aquilo com o que fazem de nós. Eu sou feliz. Por tua causa. Por tudo o que fazes de mim. Não gostas mais de mim do que eu de ti. Mas também não gostas menos. A quantidade está certa e é tudo o que precisamos saber.

02 abril, 2013

Hoje acordei às 5:30 da manhã com o coração vazio de ti. Não ouvi a tua voz antes de adormecer e tive saudades tuas enquanto dormia...

25 março, 2013

Beija-me. Faz-me acreditar que existes em mim. Que todo o mundo lá fora não importa mais. Faz-me esquecer os anos que cresceram em nós. E beija-me outra vez. Agarra o silêncio nos meus lábios. Mistura o teu corpo no meu e deixa que eles se encontrem despidos de pudor, em movimentos descontrolados, com a paixão que nunca sentiste. Beija-me o cabelo, as pálpebras, a testa, o umbigo, as pernas. Beija-me sem início-meio-e-fim. Agarra-me e não me soltes mais de ti. Sussurra-me ao ouvido aquilo que temeste dizer-me até hoje. O fado já não espera até ao primeiro minuto do novo dia. Não me deixes ir. Diz-me agora o que sentes, faz-me esquecer de respirar e traça-me a vida para o lado do coração.  E enquanto a noite se torna nas cinzas que pisaremos amanhã, só me resta o indelével silêncio e o cheiro pestilento da solidão dos momentos em que não estás aqui. Beija-me que prometo adormecer...

19 março, 2013

Apanhaste-me desprevenida. Agarraste-me com firmeza e sabias exatamente o que estavas a fazer.
- Estava com saudades tuas - sussurraste.
Olhei-te e apenas consegui sorrir.
A vida demora mas não falha. E t
ens razão quando dizes que o mundo lá fora não importa quando estou contigo. Na verdade, nesse momento só tu importas. 
Fala-me de ti. Deixa que o teu corpo me fale também. Quero saber onde começam os teus lábios e onde acaba o teu abraço. Quero saber de onde vem o teu cheiro. E perceber exatamente onde é que me perco. Faz-me acreditar que o nosso tempo vai durar mais. Um pouco mais. É que eu não sei se sei ser tudo o que sou contigo sem ti. 
E como eu gostava de ter a eternidade para nós, num destino qualquer. Mas hoje o tempo voa, amor...

18 março, 2013

Não são raras as vezes em que me olhas e esperas que seja eu a primeira a falar. Desta vez foste tu. Com a sinceridade estampada em cada palavra que saía da tua boca, os teus olhos foram dizendo o que saltita na tua alma. Os medos, os receios, as dúvidas e as incertezas preenchem os momentos em que não consegues  com que a felicidade os disfarce. E tudo isso me faz vacilar, não raras vezes também. Mas sabes, eu nunca provei uma relação tão saudável. E há alturas na nossa vida em que queremos tudo aquilo que nos faz bem. E tu fazes-me bem. Já me fazes bem há uma vida inteira. Talvez por isso não me veja sem ti, mesmo sabendo que será difícil e improvável ter-te para sempre... E "nunca" e "sempre" são as palavras que não queremos provar, não é?

16 março, 2013

Tudo à nossa volta é demasiado pequeno para nós. A tua almofada tem o meu cheiro. O meu cabelo tem o teu. E tudo isso não me faz sentir borboletas na barriga, não me tira o sono à noite, nem me faz suspirar sempre que alguém diz frases bonitas. Tudo isso, faz-me acreditar que tu és muito mais do que prazer. Tu cresceste em mim. De uma forma exacerbada. Adoro quando me abraças com força, quando me enches de beijos no pescoço e atrás das orelhas, quando somos "cão e gato", quando me fazes rir até à exaustão, quando me ouves durante horas e horas, quando me queres e quando te quero. E eu quero-te, tanto... Sem televisão, sem computador, sem telemóvel. Desliga tudo e beija-me (a noite inteira)...

14 fevereiro, 2013

É difícil dizer adeus quando a vontade é dizer volta.

07 fevereiro, 2013

Acho que escrevo sobre coisas que não entendo. O que me sobra em jeito com as palavras, peca-me em jeito com quem realmente gosto. E nem sempre sou mais e melhor. Às vezes a naturalidade atrapalha-me. Tropeço na minha própria ingenuidade, na simplicidade com que acabo por pintar aquilo que sinto. Às vezes os detalhes existem e eu não dou conta. E se calhar nunca me tinha apercebido que há detalhes que deixo que passem ao lado. Tudo porque nunca tive ninguém que visse mais detalhes que eu. E se me perguntarem se preferia morrer estúpida, obviamente responderei que não. Os detalhes são partículas curiosas e caricatas que alimentam histórias. E eu quero sabê-los de cor. Quero gastar tempo com eles. Quero que a gente partilhe tudo isso, pacientemente e numa escuta ativa imutável. Quero continuar a escrever sobre ti. E com ou sem jeito, ser mais e melhor. Sabes, a Califórnia é muito longe, se não levava-te lá, meu amor...