
Oh is anybody out there...
são horas a fio sem saber de ti e horas a fio sem saber de mim. de cada vez que te vais levas-me contigo, sabe-se lá em que quantidade. sabes, eu ainda acredito que tudo-vai-dar-certo. mas e tu? será que ainda acreditas? será que vale eu continuar a sonhar-te? será que vale eu passar noites em claro por tua causa? será que ainda nos gostamos como quem gosta de sábado? se eu pudesse, marcava encontro contigo naquela praia ao fim de tarde e enviava a mensagem em anónimo. seria uma surpresa. talvez pudesse saber de ti e de mim também. mas sabes, no meio disto tudo tu não ias aparecer, porque tens medo do desconhecido e nunca te irias encontrar com um anónimo. e no meio disto tudo, eu também não sei se irias aparecer se no remetente da mensagem aparecesse o meu nome.



quero tanto dizer-te coisas bonitas ao ouvido, que te amo e que continuo aqui para ti, mas já não consigo. quero tanto que me oiças a meio da noite a chamar silenciosamente por ti, e quero receber aquele beijo na testa e o sussurro do 'psssh, eu estou aqui'. quero incontrolavelmente sentir o quente do teu corpo próximo do meu e poder dizer-te as tais coisas bonitas ao teu ouvido. mas já não consigo, baby eu já não consigo.
ás vezes sinto que o frio que faz lá fora, corre apenas para mim. e por mais que me proteja dele, sinto-me entalada com a sua força. baby, preciso de saber se me amas, se me queres e se vais voltar a proteger-me desse frio que faz lá fora. basta um sinal. um pequeno e suave sinal. não deixes que o frio que faz lá fora me convença que a nossa história de amor não é para sempre.

sei que posso fazer tudo. tenho liberdade para agarrar em mim própria e partir à luta por ti. mas isso assusta-me, porque não sei se tudo aquilo em que ousei acreditar ainda existe. basicamente, se o nós ainda ecoa no presente que vivemos. sei que posso fazer tudo. tenho liberdade para viver o hoje e, sem querer pensar no amanhã, sorrio ao passado que um dia fez-me apaixonar por ti e estar aqui, hoje, a escrever-te. sei que posso fazer tudo. e sei que esse tudo nunca chega. apaga a noite em mim, amor…
a corda tem dado para te dizer o que as palavras não expressam. e chegar a ti não é fácil; primeiro porque não estás perto e depois porque a exigência marca-se em cada um dos nossos dias. sabes, hoje lembrei-me daquela vez que ficamos em casa a devorar gelados de sabor indecifrável. sim, aquela vez que adormeceste ao meu toque, com as expressões mais fofas que tinhas e tens. há coisas que não se esquecem, e sempre vacilaste quando te tocava. não sei que poder me deste, talvez nem tu o saibas. um poder que não se cria sozinho. e eu preciso que me dês corda, para não fraquejar quando as forças teimarem em faltar. preciso chegar a ti, mesmo que tenha que percorrer os caminhos mais árduos. preciso saber se continuas no mesmo lugar onde, um dia, te encontrei. e se estás, de facto, à minha espera. Amor, eu preciso de corda... Amor, eu preciso de ti...

tão perto e, ao mesmo tempo tão longe. sentir o teu cheiro e estares a quilómetros de mim. a falta que as pessoas fazem é esta, e eu sinto, incontrolavelmente, a tua falta. dá-me uma oportunidade de 'te fazer feliz'. e deixa-me sentir o teu cheiro, desta vez contigo bem junto ao meu corpo. tão perto, bem mais de perto.