hoje faz sentido usar uma mítica expressão hippie: estou com más vibrações. como se possivelmente me pudessem arrancar qualquer coisa que me fará falta. o pior é quando se acredita nisto, piamente.
30 setembro, 2009
28 setembro, 2009
por vezes sabia bem ter um novo caminho para casa, um novo perfume, uma pessoa realmente à nossa espera. ou então uma simples mensagem a dizer "se precisares de mim, eu estou aqui". por vezes sabe bem ir à varanda e respirar um pouco mais de ar, um pouco mais de vida, antes de encarar de novo os problemas de todos os dias. sabe bem quando simplesmente não temos mais do que sorrisos do outro lado do espelho.
25 setembro, 2009



as pessoas são demasiado sensíveis aos pequenos gestos, como se eles tivessem a força de criar uma lágrima ou arrancar um sorriso. devia sair mais cedo do trabalho para preparar um jantar, sem que para isso seja necessário ser dia dos namorados. devia dar um presente especial, com a certeza que a pessoa irá gostar, porque é a sua cara, porque a conhece melhor que ela própria, ainda que (apenas) um bocadinho que seja. é assim que funcionam as relações. quando não se dá, não se recebe. e as pessoas descuidam-se quando se conquistam e esquecem-se que o amor não se dá em pequenas prestações.
23 setembro, 2009
22 setembro, 2009
21 setembro, 2009
20 setembro, 2009
19 setembro, 2009
quantas vezes tentamos manter a nossa natureza iconoclasta? na maioria dessas vezes deixamos que os nossos pensamentos saiam fora dos eixos, pisem pequenos pedaços de chão e nunca estamos ilesos. porque também acontece magoarmo-nos, mesmo que isso não tenha feito parte dos planos. nunca faz. talvez porque fazer planos não é mais do que evitar o espontâneo, o improviso, principalmente quando as coisas fogem àquilo que era suposto ou estava estipulado. há quem prefira a previsibilidade e isso começa a tornar-se ridículo aos olhos de quem a sente.
17 setembro, 2009
16 setembro, 2009
hoje ela quer fechar os olhos e não respirar. e sonhar que vive longe daqui, talvez Londres, ou então Milão. um lugar onde possa observar o que nunca observou. sentir o que nunca sentiu. talvez recomeçar. antes disso, precisa de convencer o mundo a deixar-lhe levar algumas coisas, coisas que sabe que não passa sem elas. e aí poder abrir os olhos e respirar como se o mundo fosse acabar amanhã.
15 setembro, 2009

vi o sol a entrar-me pela janela, a ferir-me os olhos e pensei: uma noite sem dormir. e quando menos se espera, o tempo acaba por passar e deixar a impotência e a inutilidade a esmagar o estômago e a laminar o coração. ontem foi assim. hoje o tempo continua a correr. e sinto que não sei tomar conta dele, de mim própria e até mesmo da minha outra metade, sim tu, que és o mais importante. posto isto, resta saber o próximo passo. ficar quieta é que não. até porque os meus lençóis hoje à noite vão estar cansados e vão querer que descanse. tal como os teus.
14 setembro, 2009
13 setembro, 2009
12 setembro, 2009
11 setembro, 2009
10 setembro, 2009
09 setembro, 2009
para ela é como se o tempo não passasse. e as pedras da calçada terão sempre a mesma cor. tal como o amor que carrega, como quem guarda um pedaço de nuvem no bolso sempre que viaja para lugares onde ninguém vai. e, por entre as lembranças que guarda dessas viagens, traz sempre para o presente o reflexo dos momentos incomparavelmente brilhantes que ousou tocar, sentir e viver. caso algum fique perdido no tempo, na distância ou nas memórias confusas e desorganizadas, haverá sempre alguém, alguém que soube esconder e camuflar as fotografias que não foram tiradas.
08 setembro, 2009
estar sozinha nunca lhe permitiu ir muito longe. precisa sempre de alguém, quanto mais não seja para partilhar as suas teses ou teorias baratas de quem ainda acredita que o mundo está cada vez melhor, que as pessoas se amam e constroem futuros sobrepostos e não paralelos. estar sozinha é não ter vida, é viver na sombra de quem não existe. sabe que sozinha, não vai além da sua própria sombra. e ela sempre sonhou em ir muito longe e nunca fez disso uma utopia. os segredos dela têm tido vida própria e ela precisa de alguém que os possa guardar. e quem sabe, ir muito longe, com ela.
07 setembro, 2009
podia dizer-te que é para-sempre. mas as coisas quanto mais para-sempre se dizem, mais díficil é senti-las. prefiro deixar-te um bilhete com a palavra adoro-te, porque isso sim é uma certeza. prefiro chamar-te baixinho e saber que me vais ouvir. prefiro contar-te os meus segredos e saber os teus, do que guardá-los a sete chaves ou contá-los aos anjos antes de dormir. prefiro dizer-te que te quero assim, da forma como te dás. e poder sentir-me em cada pedaço do teu céu. talvez, um dia, em vez de um adoro-te te escreva um para-sempre.
04 setembro, 2009
tento escutar no vento algo que me sopre ao ouvido a tua voz. deixa-me continuar a gostar de ti, como nunca gostei de ninguém. deixa-me continuar a acordar e ter-te ali ao meu alcance e se não for ali que seja noutro lugar. deixa-me sonhar contigo e acordar cansada. deixa-me ver-te da janela do autocarro ainda que seja só uma miragem. e se puderes, faz o mesmo comigo, que vou invadir a tua vida, em cada bocadinho que me pertencer. apetece-me chorar de cada vez que tiveres que partir, porque nunca sei se voltas. apetece-me abraçar-te em cada regresso teu e ficar assim, como peças de puzzle perfeitamente encaixadas. e no fim, quando estivermos juntos-para-sempre, vou contar-te todas as vezes que me entristeci por não sentir o teu cheiro, o teu sabor, as tuas lágrimas e o teu riso abafado sempre que gozas comigo.
chamam-lhe sexto-sentido. não sei se faz sentido chamar-lhe isso. ela sente-se inexpressiva, sem conseguir dizer o que sente, como sente e porque sente. sabe apenas que as ondas do seu cabelo desapareceram, como um corte radical com a vida. gosta particularmente de andar perto das dúvidas, como se elas lhe fizessem doer. e as respostas, essas que por vezes teimam em fugirem-lhe das mãos, vão flutuando por cima da sua cabeça. brinca sempre com a vida, para que a vida brinque também com ela. e ele, lembra-lhe o céu e tudo o que se pareça.
03 setembro, 2009
02 setembro, 2009
podiam passar anos, ela iria sempre sentir que nuns momentos preferia pausa, noutros faria por andarem devagar, e também aconteceriam aqueles que deveriam disparar à velocidade da luz. teve que, simplesmente, aceitar que a sua vida é um play. e foi assim que viu os seus dias passarem, com a brisa do vento e o barulho dos seus passos a estamparem-se nos sonhos que vinham embrulhados em papel vegetal côr-de-pérola.
tinha-lhe dito que se ela voltasse àquele lugar iria lembrar-se dele. como se fosse possível esquecê-lo em qualquer outro local, em qualquer outro momento. concluiu que, independentemente do número de vezes que fizesse tempestade em vez de sol, iria sentir-lhe o cheiro, como se se tratasse da mesma distância. porque por mais que tentasse, ele deixou a sua marca tanto no seu corpo, como no seu tempo e espaço. e ela ficou feliz, por poder senti-lo mesmo sem ele existir ali, naquele momento. até que um dia olhou para o seu lado e ele, estava lá.
01 setembro, 2009


a culpa não é necessariamente de quem magoa. magoar os outros nunca está nos planos de ninguém. e as palavras, tal como os gestos, têm um poder irreal, que atravessa a pele e rasga por dentro. se eles se magoam, é porque não têm outra hipótese. e, na maioria das vezes, a fuga é essa hipótese. da noite para o dia.
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