só existem certezas quando se encontram dúvidas. ele duvidou por momentos, mas depois pôde ter a certeza que apesar da distância ela amava-o, como nunca soube amar assim alguém. não que se possam escolher formas de amar, ou intensidades. o que é certo, é que ela amava-o. e soube dizê-lo depois da dúvida e depois da certeza de o sentir. ele ouviu-a, como nunca ouviu ninguém também. e os dois souberam fazer de um momento algo estranhamente inexplicável. o ar que respiravam era o mesmo.
31 agosto, 2009
só existem certezas quando se encontram dúvidas. ele duvidou por momentos, mas depois pôde ter a certeza que apesar da distância ela amava-o, como nunca soube amar assim alguém. não que se possam escolher formas de amar, ou intensidades. o que é certo, é que ela amava-o. e soube dizê-lo depois da dúvida e depois da certeza de o sentir. ele ouviu-a, como nunca ouviu ninguém também. e os dois souberam fazer de um momento algo estranhamente inexplicável. o ar que respiravam era o mesmo.
27 agosto, 2009

25 agosto, 2009

24 agosto, 2009

23 agosto, 2009

22 agosto, 2009
21 agosto, 2009

19 agosto, 2009

18 agosto, 2009
quando nos separamos de alguém: ou acreditamos que essa pessoa volta ou acreditamos que iremos voltar, um dia. sim, porque separar significa que algum dia esteve junto, ou pelo menos perto. perto o suficiente para bastar estar longe e ser entendido como uma separação. separamo-nos de mil coisas ao longo da nossa vida, mas sem querer, por querer ou simplesmente acontece que as recuperamos. e o sabor das coisas recuperadas é tal e qual o algodão doce: leve, fofo e viciante. ainda bem que vais voltar, estou à tua espera.
17 agosto, 2009

16 agosto, 2009
possivelmente sei o quanto sonhas em chegar a casa e eu estar à tua espera. possivelmente digo, porque as certezas nunca são certas. e na incerteza há sempre dúvidas. e nas dúvidas o desejo de respostas. responde-me só a uma coisa: quando foi a última vez que me ligaste só porque te apetecia dizer que adoravas ouvir a minha voz?
15 agosto, 2009
era como se o mundo estivesse suspenso numa pausa ao fim de tarde. e as conversas podem romper os inícios de noites que teimam em não acabar. na verdade não quero que acabem. a esperança mantém-nos a viver num lugar que não existe. para algumas pessoas é melhor que o sítio onde estão. para outras um consolo. para mim, basta somente acreditar que tenho tudo para fazer da minha vida - uma vida livre, arriscadamente serena, e com um sabor particularmente adocicado.
11 agosto, 2009
há qualquer coisa em ti que me faz desejar-te.da próxima vez que voltar a estar contigo, falo-te de como gostava de ir à praia só para tirarmos uma fotografia, de sentar-me contigo onde acabam as ondas e poder gelar os pés, mas ter o coração a mil à hora.
o desejo pertence à paixão ou ao amor? não sei. eu não quero respostas, não ando à procura delas. quero momentos. quero-te a ti, porque me fazes falta.
10 agosto, 2009



09 agosto, 2009

04 agosto, 2009
Por meros momentos, passa-nos pela cabeça a efemeridade da vida. Há pessoas que sofrem todos os dias, são maltratadas, despejadas dos seus mundos, irrisoriamente ‘espancadas’ por causa de valores, ideias feitas e instaladas, preconceitos. E nós queixamo-nos, acreditando que faz todo o sentido a insatisfação, quando a barriga nos pesa de tão cheia que está! O tempo corre, a vida passa, as pessoas crescem, acabam os cursos superiores, casam, têm filhos, mudam de casa na esperança de construir ou descobrir o ‘lar, doce lar’. As pessoas traçam os seus próprios destinos, cada vez mais acredito nisto. É certo que a vida muda de máscara a cada passo, tanto sorri para nós, como nos dá um abanão e nos mete a chorar e a questionar ‘Porquê eu? Porquê agora?’. Porque sim… Não tem que haver resposta para tudo. E se gabam tanto a raça humana, há que ser flexível o suficiente para encarar as mudanças: de personalidade, de casa, de sonhos, de pessoas, de mundos… A flexibilidade não é fácil, as pernas e os braços por vezes ficam rígidos, os movimentos presos e as pessoas estupidamente incapazes de se expressarem e libertarem do emaranhado dos seus mundos.
A liberdade é o primeiro passo, de alguma coisa que nem sequer se sabe o nome.
Eu tenho a minha, e tu?
03 agosto, 2009

tenho pensado quando é que defini que fazer planos não seria um lema na minha vida, ou uma simples e ténua filosofia.
tenho pensado nas vezes que me apeteceu fazer algo e não fiz.
tenho pensado na quantidade de vezes que deixei que palavras rompessem o silêncio quando só ele fazia sentido.
tenho pensado no quanto me apetece suspender a máquina do tempo.
tenho pensado que coisa é esta pela qual espero, sem planos ou com planos.
e depois disso, com a brisa suave e o som do Jazz a tocar baixinho, dou por mim a pensar apenas nas coisas que fazem sentido.
02 agosto, 2009
Passava já da meia-noite, quando ela decidiu enfiar-se debaixo da água amena e precipitada a sair do chuveiro. Tinha sido um dia desgastante e a sua cabeça parecia ter ganho volume com a quantidade de coisas que andavam pr’ali a chocar, como moléculas agitadas de um composto, umas com as outras. A água caiu-lhe no rosto, peito, barriga, pernas, pés e escorreu pelo cano do polibã. A música tocava ao fundo (era um ritual) e aquele barulho da água relaxava o manto de pele cansada que envergava nesse dia. Aproveitou para ficar horas ali, sem se ensaboar. Não esteve minimamente atenta às horas. Foi-se enrolar no robe, pingando o chão que pisava, e estendeu-se na cama assim mesmo… Adormeceu, porque o cansaço vence as pessoas em vários momentos da vida.
E nada, nem mesmo a sensação de frio desde a ponta dos pés até a um fio de cabelo, a fez sair daquela desconfortável posição, porque a vida é demasiado apressada, e ela demasiado especial e carismática para viver tudo aquilo, àquela intensidade.
Por favor, anda mais devagar, para que o mundo possa saborear-te, Vida!*
01 agosto, 2009

Loucura. Uma palavra, um mundo, algo que provoca sensações arrepiantes: adrenalina, taquicardia, sudorese, tremores, liberdade, flutuar antes de voar… Voar é algo que todos gostavam de experimentar mas que só alguns conseguem. Na maioria das vezes, nem sequer pensaram em tentar, simplesmente aconteceu.
Sinto que já voei, já caí, já aterrei devagarinho e em segurança e já me esborrachei no chão, porque de facto em alguns momentos, o voo pode ser demasiado alto, a queda pode tornar-se o dobro da altura…
Estamos de passagem, mas não devemos ser passageiros. Não é confuso, se pensarmos no que somos e no que vamos construindo ao longo da nossa viagem. As pessoas vêm e vão, tal como nós na vida de outros. São oportunidades, são caminhos diferentes e na maioria das vezes paralelos, são formas de ser e estar que fogem à regra, são escolhas…
Ninguém tem que ficar pelo caminho, porque o voo só acaba quando o coração pára, o cérebro congela e o sangue deixa de ser capaz de oxigenar cada célula do nosso corpo, porque ele não é exigente, mas só vive se nós também vivermos.
Não devemos esquecer que a queda pode não valer o salto, mas se não tentarmos nunca saberemos se valia ou não.
‘Falheremos 100% das vezes que não tentarmos’…
A vida é apenas um trampolim e nós ginastas sem conhecer o nosso potencial, num mundo onde só pode voar quem arriscar cair!
Excertos do livro ‘A saga de um pensador’ de Augusto Curry.
‘Ela espera’, presente do indicativo do verbo esperar. O combinado é não esperar. E as nossas vidas têm rumos tão diferentes e tão incertos que não vale a pena esperar. Jogamos os dados ontem, lembraste? Agora só temos que ‘esperar’ que o destino faça a sua própria justiça. Não acredito no destino, nos búzios, nas cartas que dizem com quem vamos casar, quantos filhos teremos, ou se algum dia teremos uma doença crónica, mas sim, gosto do cheiro a incenso, da bola de cristal, das pedras dos signos, das misturas orientais. Gosto de me camuflar nesses mundos, que não são meus. Estranhamente esperamos que mil coisas aconteçam. Tu esperas, a vida passa por ti, sem dares conta dela, dos seus segredos, dos seus pormenores. Sentes a angústia a invadir o teu mundo e encolheste.Momentos depois vacilas e esperas que tudo passe. A verdade é que continuas aí, no mesmo sítio, com a mesma postura e quando levantas a cabeça para espreitar o mundo, vês que a vida, simplesmente passou por ti e nem sequer parou para te cumprimentar ou te dar a mão…









