26 fevereiro, 2011
20 fevereiro, 2011
18 fevereiro, 2011
07 fevereiro, 2011
06 fevereiro, 2011
É fodido sentir saudades de uma amizade que foi construída com base em promessas. Promessas que ficaram pelo caminho. Os olhares distantes, o desconforto, a culpabilidade e a estranheza é a única coisa que, ontem e hoje, conheço da nossa história. O notebook que me ofereceste o ano passado nos meus anos continua com a tua letra, com as tuas fotos e com as promessas-que-não-devias-ter-feito. E eu prometi escrever nele depois de ter tomado a consciência que quando se perde uma amizade é preciso fazer-lhe o luto. Principalmente aquelas que são baseadas em promessas que ficaram pelo caminho.
05 fevereiro, 2011
02 fevereiro, 2011
"Mas gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti. Não faz mal, logo se vê. Não, o que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás, tão simplesmente como quem põe uma fita de cinema a rebobinar. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isso que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres."
Pedro Paixão.
30 janeiro, 2011
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra.
Elogio ao Amor, de Miguel Esteves Cardoso.
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